Pular para o conteúdo principal
Regional

Ar-condicionado em Hortolândia: sala técnica, CPD e climatização de precisão no polo de tecnologia

Sala técnica e CPD em Hortolândia pedem 18 °C a 27 °C na entrada do rack, 24 h por dia. Veja o que a NBR 17207:2025 exige e quando o split não serve.

SS Climatização
Ar-condicionado em Hortolândia: sala técnica, CPD e climatização de precisão no polo de tecnologia

Sala técnica não se climatiza com split de conforto: a faixa recomendada pela ASHRAE TC 9.9 para o ar que entra no equipamento de TI é de 18 °C a 27 °C, com umidade relativa até 60 % e ponto de orvalho máximo de 15 °C — e vale 24 horas por dia, 365 dias por ano, inclusive na madrugada de domingo. É a continuidade, não a temperatura, que derruba o aparelho comum. Em Hortolândia esse assunto aparece com uma frequência que não se vê em cidade vizinha nenhuma da região, porque a cidade tem uma densidade de ambiente com equipamento sensível bem acima da média da RMC.

Este texto trata desse recorte: o que muda quando o ambiente a climatizar não tem gente dentro, e sim rack, nobreak, servidor e bancada de teste. O cálculo de BTU está no post sobre quantos BTUs você precisa e a metodologia de carga térmica no post sobre projeto de climatização e a NBR 16401; aqui o foco é o que vem depois disso.

Atualizado em julho de 2026.

Por que Hortolândia concentra sala técnica acima da média da região

A cidade se emancipou de Sumaré em 19 de maio de 1991, após plebiscito com 97,4 % de votos a favor, ratificado pela Lei Estadual nº 7.664/1991 — é um município novo, com parque predial e elétrico erguido em boa parte já sob demanda industrial. A IBM está instalada ali desde 1972, no condomínio industrial Tech Town, e o município reúne, segundo a Assembleia Legislativa de São Paulo, 231 indústrias, 704 empresas e 2.538 estabelecimentos comerciais, a 24 km de Campinas.

A prefeitura trata Hortolândia explicitamente como polo tecnológico e cita ZTE, Dell, IBM, Odata, Microsoft e Assent entre as empresas do setor instaladas no município. Some a isso os data centers: a Odata construiu no Jardim Santa Esmeralda, à margem da Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), um campus projetado em cinco módulos com investimento da ordem de R$ 230 milhões, e a Ascenty mantém um campus com várias unidades numeradas na cidade.

O efeito prático disso é indireto e é o ponto central deste texto: em volta dos grandes existe uma camada larga de fornecedores, integradores, laboratórios e pequenas fábricas de eletrônico que herdam a exigência sem ter a estrutura. Quem monta placa, faz teste de queima ou hospeda o próprio CPD porque não pode subir para nuvem convive com requisito de data center dentro de um galpão ou de uma sala comercial comum. Também não é só TI: a EMS-Sigma Pharma e a Dow Corning do Brasil, igualmente listadas entre as âncoras locais, trabalham com ambiente controlado por razão de processo, não de conforto.

Carga térmica de sala técnica é quase toda calor sensível

Numa sala de escritório, boa parte da carga térmica é gente: pessoa transpira, respira e joga calor latente no ambiente. Numa sala técnica não tem quase ninguém. A carga é praticamente toda calor sensível — o rack dissipa em calor quase toda a potência elétrica que consome, e não gera vapor de água nenhum.

Isso quebra o split de conforto por um motivo que raramente é explicado ao cliente. O split é projetado para tirar calor e umidade. Colocado numa sala onde não há fonte de umidade, ele continua condensando o pouco vapor que existe, resseca o ambiente e passa a operar com a evaporadora perto da temperatura de congelamento, formando gelo na serpentina. O resultado é o padrão que se encontra em CPD de empresa média: aparelho que gela demais no papel e mal na prática, com ciclos curtos e degelo constante. As causas gerais desse comportamento estão no post sobre ar-condicionado que não gela; em sala técnica a origem quase sempre é essa incompatibilidade de projeto.

Máquina de precisão resolve pelo lado oposto: fator de calor sensível próximo de 1, vazão de ar muito maior por tonelada de refrigeração e controle que persegue uma faixa estreita, não um setpoint de conforto.

O que a ABNT NBR 17207:2025 trouxe e a faixa que a ASHRAE define

Em 11 de julho de 2025 a ABNT publicou a ABNT NBR 17207:2025 — Sistemas de ventilação e climatização em ambientes de tecnologia da informação, de comunicação e de data center, pelo comitê ABNT/CB-055. Até então quem projetava sala técnica no Brasil se apoiava em referência estrangeira ou na parte de controle ambiental da ABNT NBR ISO/IEC 22237-4. Agora existe norma brasileira específica para projeto, instalação e manutenção desses sistemas.

A referência de faixa continua vindo da ASHRAE TC 9.9, cujas Thermal Guidelines for Data Processing Environments estão na 5ª edição (2021):

Classe ASHRAEFaixa permitida de entrada de arUso típico
Recomendada (todas as classes)18 °C a 27 °C, UR ≤ 60 %, ponto de orvalho ≤ 15 °Coperação prolongada
A115 °C a 32 °Cservidor corporativo, CPD de empresa
A210 °C a 35 °Cservidor comercial e equipamento de volume
A35 °C a 40 °Cequipamento tolerante, sala de apoio
A45 °C a 45 °Cservidor customizado

O erro mais comum é confundir a coluna do meio com a linha de cima: a faixa permitida é tolerância de curto prazo, para janela de falha de resfriamento, não regime de trabalho. E o parâmetro é a temperatura na entrada do equipamento, não no meio da sala nem no display do controle remoto. Por isso corredor quente e corredor frio, fechamento dos espaços vazios do rack e direcionamento do insuflamento pesam tanto quanto a capacidade instalada.

Redundância: o que N+1 significa na prática aqui

Em Hortolândia essa conversa aparece cedo porque o cliente costuma ser fornecedor de alguém com nível de serviço contratado:

ArranjoO que significaOnde costuma fazer sentido
Numa máquina que dá conta sozinha da cargasala de apoio, equipamento sem criticidade
N+1uma unidade sobressalente além do necessárioCPD de empresa, sala de bancada e teste
2Ndois sistemas independentes e completosambiente de missão crítica com contrato

Vale um detalhe que muita gente descobre tarde: N+1 só funciona se as máquinas se revezarem. Com rodízio programado por controlador, as duas envelhecem juntas e as duas continuam vivas. Quando uma trabalha sempre e a outra fica parada como reserva, a reserva falha no pior momento — passou meses sem circular óleo no compressor. Rodízio, alarme de falha que sai da sala e registro do que aconteceu são tão parte da redundância quanto a segunda máquina.

E há um lado esquecido: ar muito seco não é problema térmico, é problema eletrostático. Em ambiente com placa exposta e componente fora da embalagem antiestática, umidade relativa baixa demais aumenta o acúmulo de carga; ar úmido demais ataca contato e conector por corrosão. Controlar isso exige equipamento com estágio de umidade separado do controle de temperatura, coisa que split nenhum tem.

Vigilância em Saúde de Hortolândia: onde isso encosta na regra sanitária

A Vigilância em Saúde de Hortolândia fica na Rua Professora Celina Franceschini Bueno, nº 100, Jardim Metropolitan, atende pelo telefone (19) 3965-1400 e pelo e-mail vigilanciaemsaude@hortolandia.sp.gov.br, de segunda a sexta, das 8h às 17h.

O licenciamento sanitário no município é obrigatório para estabelecimentos enquadrados como risco Alto (III) segundo a Portaria CVS nº 1, de 5 de janeiro de 2024. O pedido entra pelo Portal VRE/REDESIM do Estado de São Paulo e, no caso de alto risco, a licença é requerida pelo Portal ICAD Online. Quando há exigência de laudo técnico, ele precisa estar aprovado antes do pedido inicial, e a própria prefeitura declara prazo de execução de até 90 dias. Planeje o cronograma da obra de climatização com essa janela em mente.

Sala técnica em si não é atividade de interesse à saúde. Mas o prédio que a abriga quase sempre é: refeitório industrial, ambulatório de fábrica, laboratório. Nesses ambientes vale a Lei nº 13.589/2018, que obriga o PMOC em edifícios de uso público e coletivo climatizados artificialmente, com parâmetros hoje na ABNT NBR 17037:2023 — veja o post sobre PMOC 2026. Na prática, a empresa de Hortolândia com CPD precisa de dois regimes no mesmo endereço: precisão na sala técnica e PMOC no restante.

Quando a SS Climatização não é a escolha certa

Se o seu caso é data center de colocation com penalidade contratual por minuto parado, você precisa de operação dedicada: equipe em regime 24x7, peça em estoque no local e tempo de resposta contratado em horas. Quem opera campus desse porte em Hortolândia mantém time próprio ou contrato com empresa especializada nesse nicho — não é o nosso perfil de atendimento.

Nossa atuação é a camada de baixo, justamente a mal atendida: CPD e sala de rack de empresa, sala de bancada e teste, ambiente com equipamento sensível dentro de escritório ou galpão, com projeto, instalação, infraestrutura e contrato de manutenção preventiva. E se o equipamento ainda está na garantia de fábrica, procure primeiro a autorizada da marca — intervenção de terceiro pode anular a cobertura.

Perguntas frequentes

Dá para climatizar uma sala de rack pequena em Hortolândia só com split?

Dá, com ressalvas, e é comum em sala de poucos quilowatts. Exige split adequado a operação contínua, dreno com caimento correto, alarme de temperatura independente do aparelho e, se a sala for crítica, um segundo equipamento em rodízio. O que não funciona é split residencial em modo automático numa sala fechada com rack.

Onde peço a licença sanitária em Hortolândia e quanto tempo demora?

Pelo Portal VRE/REDESIM do Estado; se a atividade for de risco Alto (III) pela Portaria CVS nº 1/2024, a licença é requerida também pelo Portal ICAD Online. A Vigilância em Saúde atende na Rua Professora Celina Franceschini Bueno, 100, Jardim Metropolitan, pelo (19) 3965-1400. A prefeitura informa prazo de execução de até 90 dias, contado com documentação completa.

Minha empresa fica em prédio antigo do polo industrial. Isso atrapalha?

Atrapalha o quanto a infraestrutura elétrica e o encaminhamento de tubulação e dreno atrapalharem, e isso é frequente em galpão que virou escritório sem projeto. Cheque quadro dedicado, aterramento e caminho de drenagem antes de escolher a máquina — os cuidados de obra estão no post de infraestrutura de climatização.

Preciso de PMOC para a sala do CPD?

Para a sala técnica em si, normalmente não: não é ambiente de permanência de pessoas nos termos da Lei 13.589/2018. Para as áreas do mesmo prédio que recebem público ou funcionários, sim.


Se você tem sala técnica, CPD ou ambiente com equipamento sensível em Hortolândia e quer uma avaliação do que está instalado hoje, fale com a SS Climatização pelo WhatsApp (19) 99263-2687 ou pelo e-mail ssclimatizacao23@gmail.com. Atendemos Campinas e região, de segunda a sábado, das 07h às 18h.

Atualizado em julho de 2026.

Hortolândiasala técnicaclimatização de precisãodata centerredundância

Precisa de ajuda com seu ar condicionado?

A SS Climatização atende Campinas e região. Fale com nossa equipe e receba um orçamento sem compromisso.

WhatsApp Solicitar Orçamento Grátis

Leia também

WhatsApp